sábado, 20 de janeiro de 2018


Essa imagem enche meu coração de saudade.
Época boa de quando ele ainda usava chupeta... ops, chupeta?
Você está vivendo o conflito "DAR A CHUPETA X NÃO DAR A CHUPETA"?
Então, me acompanha e presta bem atenção no que eu vou te falar. Não te preocupa que não quero te dizer o que é certo ou errado. Meu objetivo é apenas partilhar minha história com pessoas que estão passando pelo mesmo que já passei. E de alguma forma poder ajudar nessa decisão.

Confesso que naquela época, há quase 7 anos, eu não entendia nada sobre ser mãe e o que fazer quando meu filho começava a chorar. Era um desespero, ele chorando para um lado e eu para o outro. Daí por indicação de familiares e amigos, ofereci a chupeta (não foi uma opção logo que ele nasceu) cerca de um mês depois do nascimento dele.
De um lado choviam elogios ao charme daquele rechonchudinho usando a "pepeta azul" e de outro, olhares vorazes me criticavam em pensamentos e ações diretas.
É fato que a chupeta ajuda a acalmar, cala o choro, faz uma mãe dormir legal por algumas horas. Mas, se me perguntassem se eu daria de novo, diria NÃO.
Tem todo um fato científico envolvendo essa polêmica  do uso da chupeta, defendida arbitrariamente pelos dentistas, mas sinceramente os danos aos dentes é de todos o menor dos problemas na minha modesta opinião.
Passou o tempo, veio a segunda gestação e o empoderamento materno sussurrar nos meus ouvidos que choro se cala com colo, com peito, com compreensão, paciência e doação, entrega total da mãe.
Não é só dar o peito é dar amor nesse gesto, não é só o colo, é o aconchego que ele proporciona, a segurança e a certeza de que existe naquele mundo tão estranho, que aquele pequeno ser acabou de chegar, alguém que o entende, que está ali presente para lhe confortar e fazer com que esse primeiro contato com o mundo exterior ao ventre materno seja menos invasivo.
Às vezes a gente não está preparada para toda essa entrega, porque os olhares quando o bebê nasce são todos para o bebê e não para a mãe pós parida. Ainda mais quando não foi planejado, ou quando tens pouca idade. É muita informação e não consegues digerir todas elas com a mesma fluidez que outras e mais outras informações vão chegando num curto espaço de tempo.
Eu me achava a pior das mães quando me olhavam torto dizendo que a chupeta iria estragar os dentes do meu filho. Me senti mais culpada ainda depois de ler um artigo falando que criança que usa chupeta tem seus sentimentos reprimidos.
Na verdade, só me senti assim porque vejo que hoje o meu filho mais velho, realmente têm problemas de comunicação. Não consegue dizer o que sente sem chorar. Isso é algo que me tira a paciência e que ainda estou aprendendo a  trabalhar com ele. É muito difícil!
Mas, depois de muito estudar sobre o assunto, consigo entender o quanto a chupeta é desnecessária. E o meu segundo filho, 5 anos depois veio confirmar que isso é verdade.
Ele mama até hoje, aos 2 anos e 1 mês, e nunca precisou de chupeta para dormir ou parar de chorar. Ele é uma criança muito alegre, muito corajosa e confiante. Porque ao longo desses últimos dois anos, passei a prestar mais atenção no que cada choro dele queria dizer, no timbre, na duração, nos gestos corporais e nas expressões faciais. Me permiti conhecer os detalhes da comunicação primitiva do meu bebê. E com o exercício diário, a repetição desse gesto de observar, a rotina foi me ensinando o quê cada choro significava, foi aí que a chupeta tornou-se desnecessária.
Sim, isso demanda tempo e dedicação, paciência e esforço, mas o amor materno apesar de forte por natureza, também se constrói no dia a dia.
Esse texto foi criado especialmente para as mães que estão com dúvidas sobre o assunto.
Bem, não vamos entrar numa discussão de certo e errado. Estou apenas compartilhando como aconteceu comigo e com meus filhos. A decisão é sua e vou respeitar seja ela qual for.
Compartilhe comigo como foi ou como está sendo a sua experiência.
Obrigada por ter lido até aqui. se quiser enviar sugestões ou fazer perguntas, fique à vontade.
Até a próxima.